<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3442329691233423042</id><updated>2011-04-21T12:34:06.354-07:00</updated><title type='text'>Textos de um eterno imponderavel</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://impondero.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3442329691233423042/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://impondero.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00432956823941612210</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>2</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3442329691233423042.post-2696129256251397333</id><published>2007-09-05T20:48:00.000-07:00</published><updated>2007-09-05T20:49:36.682-07:00</updated><title type='text'>O Jovem Guardador dos Reais Princípios</title><content type='html'>Fernando subiu no ônibus, pagou o cobrador, procurou um lugar vazio e se sentou. Era o mesmo dia de sempre, apenas mais um dos tantos outros iguais. Colocou o fone no ouvido, fechou os olhos e começou os seus devaneios ao som de Vivaldi. Costumava sonhar-se Imperador do mundo - mundo que estaria em paz sob seu autoritarismo. A vida parecia-lhe sempre injusta. As pessoas, sempre "lixos" - como costumava dizer. Pertencia ao restrito grupo dos guardadores dos reais princípios - outra expressão de que muito se valia - e abominava a juventude mente aberta, filhos do bacanismo, da permissividade. Isolado do mundo, pensava apenas no dia em que estivesse formado em direito, no dia em que teria o poder nas suas mãos e nada lhe deteria. Aí sim poderia vingar-se dos inescrupulosos que tanto lhe faziam ferver o sangue.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;O caso é que repentinamente algo lhe chamou a atenção: um forte odor aguçou seu olfato. Não aquele comum já ao seu sentido, que ocorre entre a multidão que se aperta em ônibus. Era exótico, nunca havia sentido tal cheiro. Ao olhar para o lado se deparou com um ser um tanto incomum (estava tão entretido em seus pensamentos que não notou que alguém havia sentado ao seu lado). O homem ali sentado vestia-se, num lance de soslaio, normalmente e não fosse a grande argola em sua orelha, e o cachimbo que fumava, se confundiria na multidão. Ao tirar os fones do ouvido percebeu que esse homem falava em espanhol e estava vendendo brincos aos passageiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando não tirava os olhos do homem, e percebendo, o mesmo se virou e mostrou seus produtos. Fernando fez um sinal negativo com a cabeça e quando ia por de volta o fone no ouvido o vendedor lhe dirigiu a palavra. Nunca ouvira tanta baboseira política em tão pouco tempo (pelo menos foi assim que classificou a conversa ao contar o ocorrido a um amigo). Era socialismo para cá, liberdade para lá, Che Guevara isso, Estados Unidos aquilo. Em pouco tempo se cansou da conversa e de tentar discutir. Pôs o fone no ouvido, encostou a cabeça na janela e continuou a ouvir As Quatro Estações, como se nada houvesse acontecido.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Contudo algo incomodava o jovem guardador dos reais princípios. Em certo ponto da conversa o vendedor de brincos comentou algo sobre a Verdade. Um comentário frívolo, mas que abriu as portas para o questionamento - algo que nem existia em seu mundo. Mas logo o incomodo desapareceu e ele esqueceu tudo aquilo, afinal não valia a pena abalar as bases de seus valores em busca de algo que os sábios concluíram como relativo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3442329691233423042-2696129256251397333?l=impondero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://impondero.blogspot.com/feeds/2696129256251397333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3442329691233423042&amp;postID=2696129256251397333' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3442329691233423042/posts/default/2696129256251397333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3442329691233423042/posts/default/2696129256251397333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://impondero.blogspot.com/2007/09/o-jovem-guardador-dos-reais-princpios.html' title='O Jovem Guardador dos Reais Princípios'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00432956823941612210</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3442329691233423042.post-1728002217527228984</id><published>2007-08-12T10:47:00.000-07:00</published><updated>2007-08-12T11:25:22.400-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;Diz-se que um corpo está em estado de imponderabilidade quando é submetido a apenas uma força, o Peso. Nesse estado a sensação é de flutuação e por isso popularmente está relacionado à ausência de peso, o que é um equivoco poiso que produz a sensação de peso é a Normal. Normal é a força trocada com o corpo pelo apoio. Assim, imponderabilidade é a ausência de apoio.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O homem, quando falha na busca por suas metas, se sente sem apoio. O mundo lhe parece um abismo no qual cai constantemente e falta-lhe uma Normal que o sustente e o faça seguir adiante: se sente em estado de imponderabilidade.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3442329691233423042-1728002217527228984?l=impondero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://impondero.blogspot.com/feeds/1728002217527228984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3442329691233423042&amp;postID=1728002217527228984' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3442329691233423042/posts/default/1728002217527228984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3442329691233423042/posts/default/1728002217527228984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://impondero.blogspot.com/2007/08/diz-se-que-um-corpo-est-em-estado-de.html' title=''/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00432956823941612210</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
